Hoje recebi um e-mail que me chamou logo a atenção, o assunto era “Pneus novos sempre atrás - Info”.
Tratava-se de uma informação que indica que quando mudamos apenas dois pneus do carro, o devemos fazer atrás e não à frente como sempre pensei que era correcto. Numa situação normal o e-mail era automaticamente apagado mas este vinha com um link para a explicação no site da Michelin. Resolvi então verificar e eis a informação do site:
Porquê montar os pneus novos ou menos gastos atrás?

Independentemente de que o seu carro seja de tracção dianteira, traseira, ou 4×4, recomendamos montar os pneus novos ou menos gastos no eixo traseiro, para que obtenha uma maior segurança em caso de situações imprevistas e difíceis (travagem de emergência, curva fechada…) sobretudo em solo molhado.
Numerosos testes demonstraram que é mais fácil controlar o eixo dianteiro do que o traseiro.
Os pneus dianteiros desgastam-se em geral mais depressa do que os traseiros, principalmente nos carros de tracção dianteira, que representam a maioria dos veículos actuais.
Pneus novos montados na frente:
- O comportamento do carro se modifica, porque o equilíbrio FR/TR será invertido.
O condutor, habituado com um carro com menos aderênccia na frente, será surpreeendido.
- Numa estrada escorregadia, a traseira do veículo perderá a aderência antes da frente.
O condutor não terá nenhuma possibilidade de controlar o eixo traseiro, e será tentado a reacelerar, o que amplificará o fenómeno de « peão ». Apenas um condutor muito experiente poderá sair desta situação perigosa…

Pneus novos montados atrás:
- O comportamento do veículo será similar ao que o condutor já conhecia antes da mudança de pneus, pois o equilíbrio de aderência será similar.
- A aderência do eixo traseiro será melhor, e o condutor poderá controlar e guiar o veículo sem problemas, desacelerando e girando o volante no sentido da curva.
Para limitar os riscos, montem os pneus novos ou menos gastos atrás, com o fim de se obter:
- melhor aderência em curvas
- uma maior segurança.
Podem ler o artigo original da Michelin aqui.
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